terça-feira, 19 de julho de 2011

Insólito

A não familiaridade dos fatos. Como se preparar para algo que nem em teoria deveria acontecer? Não me coloco fora do campo de batalha. Não. No entanto, não estou pronta para o que há de vir. Para desembainhar a espada. É com os joelhos tremendo e o escudo pronto a cair que me disponho à luta. O peso de qualquer armadura me faz dispensá-la. É com o peito aberto e sem embaraço que caminho. E se há o peso do receio, há também o impulso da vontade.  Há certas brigas que se apresentam para nós sem que haja a possibilidade do não. Não diria não, de qualquer forma. Sou do sim. Sou do aceito. Do seja bem-vindo. Reconheço minha inabilidade para a luta armada, mas como partir em disparada quando se está em pleno campo de batalha?

5 comentários:

Luna Sanchez disse...

Com o peito aberto e nua, né, Dai? Nua de falsa coragem e armada até os dentes de vontade.

Não tem como não vencer.

=)

Um beijo.

Srta* Gê disse...

Olá ,

Iniciei um blog recentemente e navegando pela blogosfera encontrei teu espaço. Adorei aki, virei seguidora!

Bjos

Carolina disse...

Sempre há uma escolha. Se você é de sim, de alguma forma já está preparada.

Vai na fé!

:)

Atitude: substantivo feminino. disse...

Confesso que tenho desistido de algumas lutas...e de fato..só de olhar o peso da armadura já me sinto cansada.
Não me sinto mais soldado de nada. Talvez uma simples anciã conselheira..pfff
Deve ser a idade.

Maria de Paula disse...

muito bom isso, Dai. as lutas estão associadas sempre ao "não". a negação de algo que nos provoca o desejo de mudar qualque coisa. seja o mundo, seja o nosso universo mais íntimo. mas a entrega definitiva é feita de sim, sim, sim. e nos vemos em pleno campo de batalha, meu bem, quando já nos armamos mesmo sem perceber. até porque, a vida é o mais intenso e complexo desses campos de enfrentamentos todos.