domingo, 20 de dezembro de 2009

Um paradoxo,
ei-lo.
Quero desvendar-lhe as pétalas,
despojar-lhe o pólen, agarrar-te pelo caule
e rancar-te a raiz.
Se movo as asas rapidamente,
se desesperadamente as bato,
é para alcançar-te,
chegar ao miolo, o bico.
Para sentir-te.
Aspirar-te.
Para espalhar pelos ares o poder da germinação.

4 comentários:

Rafael Castellar das Neves disse...

Literalmente: uau!!! Isso é dedicar-se ao que se quer...muito bom!! Parabéns!

Maya disse...

Rafael,

Foi com um pouco de espanto que li seu comentário, e sem pensar naquelas distinções entre eu-lírico e poeta, pensei: será que quero muito mesmo?

E que bom que gostou, nada como saber a opinião daqueles que se arriscam na(com a)palavra

Luna Sanchez disse...

Ah, essa vontade de absorver...

Beijo, moça.

ℓυηα

Maya disse...

Luna.

Muuuuita vontade de absorver...

bjo