quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Mudanças

Quando a gente sai de uma casa, mesmo organizando bem a mudança, mesmo tentando se precaver, sempre deixa alguma coisa pra trás, muitas vezes é deixado pra trás por causa da correria, por causa da movimentação, porque a coisa fica meio escondida. Outras vezes fica pra trás porque você acha que aquilo não serve mais ou não cabe na casa nova.


E eu sempre fico pensando o que pensam as pessoas que encontram um pouco de você deixado pra trás? Um prendedor que ficou, uma bola da infância, ganchinhos que demonstram a maneira como mais ou menos você organizava as coisas, de repente até um livro que você deixou fora das caixas porque queria terminar de ler.

E na vida também é assim, a gente deixa coisas pra trás, fragmentos nossos, coisas que farão as pessoas lembrarem de nós vez ou outra. E tanto em um caso quanto outro, as pessoas podem escolher ver as nossas marcas como algo a descartar ou algo a olhar mais de perto por mais tempo.







sábado, 27 de julho de 2013

Quem vai, é porque precisa


Poucas pessoas entendem que quem vai é porque precisa. Infelizmente, quem fica, na maioria das vezes é porque não pode ir e por isso sofre.

E às vezes quem vai é tão injustiçado, mas nossa presença acabaria com o outro, aniquilaria a sua presença, aquilo que ele é.

Quantas vezes a gente sabe que a coisa acabou mas não temos forças pra ir além, quem vai, só vai porque precisa mesmo, não se vê mais naquela relação.

E se a gente tivesse força pra por fim ao que já terminou, como seria? Quanta dor seria evitada? Quantas traições? Quantos 'amor-próprio' seriam poupados?




sábado, 9 de março de 2013

Tibério Azul e Seu Chico

Depois de 4 séculos sem postar, volto ao blog com indicação de música.

Há um tempo eu conheci Tibério Azul, gostei de cara pelo ritmo, pelas letras, e pelo sotaque, que eu acho simplesmente lindo e artístico por si só.

A minha preferida dele é essa aqui, ó:


Adoro esse comecinho no embalo do jazz parecendo vir direto de uma vitrola.

Então fui perguntar para o meu querido, e por vezes sumido, José Leão se ele conhecia o dito, e ele diz que eu era uma boba desatualizada porque o Tibério já estava em cena em Recife há pelo menos 5 ou 6 anos e além disso disse que ele tinha também duas bandas (pelo o que eu entendi, paralelas à sua carreira solo), a Banda Seu Chico e a Mula Manca e Fabulosa Figura. 

Então nesse momento: PARA TUDO   *-*

Na Banda Seu Chico eles cantam música do nosso muso-todo-poderoso Chico Buarque, já pensou que lindeza? O site deles: http://www.seuchico.com/

Olha, ouve e degusta que belezinha (a Não Sonho Mais é demais)


Aliás, vai ter show deles no Sesc Consolação dia 30/03 e a tia aqui estará lá, bora?

Retomando, aí se já não bastasse tuuudo isso, ainda tem a Mula Manca e Fabulosa Figura. Se amarra nesse sambinha com alguma coisa que eu não sei nomear:


Eu adoro o Grooveshark e ouço tudo por lá, então, segue os links:

Tibério Azul (no site dele dá pra baixar o álbum) - Bandarra - clique aqui
Banda Seu Chico - clique aqui.
Mula Manca e Fabulosa Figura - clique aqui

Acho bom até!




terça-feira, 30 de outubro de 2012

Sempre dá pra fazer melhor


O que eu acredito em relação à vida é que dá pra fazer mais e melhor. Quando era criança lia biografias, ou mesmo ficção e me inspirava na vida daquelas pessoas, "se elas conseguem, eu também posso conseguir", era o que eu pensava. E esse conseguir sempre foi no sentindo de que se as pessoas aprendem, se elas conseguem ser pessoas mais completas: felizes, inteligente, engraçadas, etc, eu também posso ser, porque nada me distingue dessas outras pessoas (biologicamente falando).


Esse considerar-se igual para buscar aprender mais, também serviu para entender as dificuldades e fraquezas das outras pessoas, é saber que eu poderia estar passando por aquilo que a outra pessoa está passando, e, ao se por no lugar dela, procurar soluções e não julgamentos.

Esse princípio de alteridade não está pautado na falta de senso crítico ou no "aceitar qualquer coisa", mas sim no embate que traz a reflexão e que, quase sempre, chega a conclusão que as diferenças estão embasadas nas visões de mundo e cultura. Contrastar para se identificar e não contrastar para se afastar.

Vejo que isso é possível. Existem milhares de pessoas inspirando outras, gerando a reflexão, o debate, ecoando esse discurso de "poderia ser você, e agora, o que vai fazer?", o sentindo na [minha] vida é fazer parte desse grupo que inspira pra mudar.


E por quê a empatia através da experiência? Porque só através da vivência que alguém pode se aproximar do outro. Falar da "fome na África"  é algo muito distante, mas se eu conseguir trazer esse discurso para perto, traçar relações, estabelecer provocações que despertem as pessoas da rotina e vejam que há muita coisa fora do dia-a-dia que ela vive, talvez eu (nós) consiga provocar mudanças.