sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Entrelaçando pernas.

No último post eu disse que estava com ideias borbulhando na cabeça, e apesar de serem outras, acabei por me surpreender com um convite muito, mas muito, eu disse muito-extremamente, especial.

Fui convidada a entrelaçar minhas pernas com outras 12 pernas. E se você já está com dor de cotovelo, não se preocupe e se lembre que é apenas um entrelaçar de ideias.

Estou conhecendo 6 mocinhas excepcionais, inteligentes, com senso de humor e leves sem serem superfluas. Acreditam? Pois é, só sei que é assim...

Eu tive o privilégio de ser convidade a integrar o blog A Céu aberto - da Boca e postarei toda sexta-feira. Faça Lua, faça Sol, me encontrem por lá!

Vamos voar?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mulher-bomba.

    Ideias borbulhando na cabeça. Eu já sou subversiva, com ideias na cabeça viro mulher-bomba.
    Aliás, adoro a palavra subversiva, é sonora, suculenta. Adoro a sonoridade das palavras. Por exemplo, a palavra COPO me seduz, primeiro o CÓ e depois o PÔ explodindo nos lábios, uma delícia. Mas meu interesse agora são as ideias e não a Fonética, deixemos de lado qualquer tentativa de enjaular o som.
    Voltando ao mundo das ideias (não o de Platão, porque já estou farta dos gregos) e sim o meu mundo das ideias, que está mais para o Fantástico Mundo de Bob, do que para o do senhorzinho do mito do Batman, digo, da caverna.
    Então, hoje estava eu a conversar com o meu açucarado amigo Ivan - que, inclusive, tem mais referência o citando do que muito acadêmico por aí -, e me veio muitas ideiazinhas interessantes na cabeça, e ainda para ajudar, estou aqui lendo um livro que se intitula O gozo criador.
    Sugestivo não é, senhoras e senhores? Mas o gozo é o criador, que tem em si a qualidade intrínseca do ‘prazer ao inventar’, é claro que o Perez, autor do livro citado, vai de Freud à Lorca, mas quero ficar aqui apenas com a ideia do prazer ao se criar algo.    
    Pois então, estou com aquela vontade absurda de entrelaçar minhas pernas mentalmente com outras pernas. Não, o que tenho em mente não é um vuco-vuco virtual, e sim, a vontade de entrelaçar as pernas das minhas ideias com outras pernas-ideias para ver o que dá. Para ver o que se nasce disso.
    Grandes expectativas.
    Sempre tive como pilares essenciais da minha vida a literatura e a música, depois o cinema e a escrita. E mais tarde, o vinho. Se a ordem tivesse se invertido, vai saber o que teria ocorrido. Mas o fato é que todos esses elementos agem de fora para dentro, e em poucos segundos viram um mão dupla na qual ao mesmo tempo em que se assiste, você é assistido. Como diria meu bem-humorado Nietzsche “Quando se olha muito tempo para o abismo, o abismo olha pra você" e para mim, esse abismo é qualquer coisa na qual se possa se perder. Toda arte é.
    Já fui muito tempo olhada pelo abismo.

    Neste momento, virei, o encarei (olhando bem fundo em seus olhos profundos) e lancei:
- Tá olhando o que?
    Primeiro ele se assustou, mas depois sorriu – sabia que era mais uma para alargar suas profundezas.
 
    Pronta para gozar. Da experiência criadora, obviamente.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Contramão



Moro em uma rua que é mão única, e vai em direção oposta a da avenida principal, então vez ou outra passam carros e motos na contramão para poderem ir para essa avenida sem dar a volta na outra rua.
O mais interessante é que existem alguns desavisados mesmo, e esses vêm na maior calma, e não entendem porque a vizinhança toda está olhando para eles. Já os que sabem que estão indo na contramão vão a toda velocidade, aceleram e aceleram,  acho que é para chegarem logo onde querem e não ficarem por muito tempo no ‘erro’.
Mas não deveria ser justamente o contrário? Por estar na contramão eles desacelerarem para que, caso venha um carro, eles tenham tempo de fazer alguma coisa? Mas não. Correm como se por andarem depressa ninguém fosse notar o quanto eles estão errados. Como se por correrem as pessoas fossem concordar dizendo “deixa ele... deve estar com pressa”.
Eu vejo quantas vezes fazemos isso com outras coisas, quanto mais errados estamos, mas rápido prosseguimos, como se desacelerar e ver o caminho certo não fosse uma opção. Como se dar a volta fosse uma perda, porque não temos tempo a perder.  Como se voltar sempre fosse um retrocesso. Não é.
É claro que fingir que não sabe, e fazer uma cena digna de “Velozes e furiosos” é mais fácil, mais rápido e, por conseguinte, mais cômoda. Nem por isso se torna certa.
E por mais que se possa argumentar, dizer que se não há movimento não tem problema ou coisa assim, se alguma coisa fugir do controle, se um carro olhar para o lado certo e entrar com tudo e você for o protagonista do acidente, você vai desejar ter parado. Você desejará ter andado mais alguns metros e dado a volta, você jamais terá tanta dimensão do valor do tempo ao ver que aqueles 30 segundos que gastaria para dar a volta na realidade não representam nada.
Às vezes há sinais tão evidentes, você sabe o certo a fazer, mas há uma supervalorização do tempo, de si mesmo, e daquilo que faz que ignora a todos eles só para não diminuir a marcha.
“Nem um passo pra trás. Nem para tomar impulso” ¹.
Em alguns momentos – e apenas e alguns momentos – é necessário tomar um fôlego. Desacelerar.  Dando um passo pra trás o impulso pode ser muito maior. 


¹ Che Guevara

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Relacionamentos

Clique aqui para assistir a um videozinho antigo sobre relacionamentos

   Apesar do título "Como terminar um namoro", o vídeo antes do que expor fórmulas, demonstra como a maioria dos relacionamentos funcionam.
   Depois de assistir, fiquei pensando que é mais ou menos assim que funciona mesmo, mas será que tinha que ser assim? Por que será que as coisas mudam? O que há entre o sorriso no rosto ao pensar que você casará com aquela pessoa até a inquietação se, de fato, você se casará com aquela pessoa?
   Muitos dizem que todas as pessoas tem um certo caminho a trilhar antes de encontrar o chantilly do seu sunday, como algo pré-determinado e que, seja como for, você saberá que este é o seu chatilly quando se deparar com ele. Será?
   O fato é que mal completamos 3 anos (em alguns casos até antes) e começam a ler para nós estórias de contos de fadas, e a princesa fica lá, passiva à espera que seu príncipe a salve.
   Mesmo que algum jovenzinho de um vilarejo qualquer passasse por lá e tentasse salvar a princesa do infortúnio no qual ela estava, a realeza praticamente teria que se levantar e com o dedo em riste dizer: "nananinanão! só aceito um príncipe, você nem loiro é!"
   E lá se vai o homem que, se não tem sangue azul, pelo menos faria ela rir contando qualquer besteira sem importância, a valorizaria, e nunca diria pra ela os defeitos que ela, mesmo se achando princesa, tem. E a princesa sem saber o que acabou de perder, voltaria para o seu sono encantado sem perceber que a felicidade se foi, mesmo sem o cavalo branco.
   Por outro lado, está muito em voga, o that's ok. É que há tantos homens com muito testosterona e pouco cérebro  que o primeiro que consegue encaixar três pecinhas de montar, daquelas de madeira, quadradinhas, que vem na caixinha escrito -3 anos, a mulher já agarra e grita: ESSE AQUI É MEU!
   O pensamento que guia essa categoria de mulher é que 'Não é tuuuudo o que eu queria, mas fazer o quê, né? não existe príncipe encantado". Tudo bem que não exista príncipe encantado, mas também não precisa se contentar com o primeiro manga larga que aparecer.

   Achar o meio termo, o equilíbrio, não exigir perfeição, mas também saber o que te fará feliz, o que você saberá conviver e o que você, definitivamente, não suporta, é o desafio.
   Por enquanto, estou sob esse lema:
   “O Acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído”