terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Nesta terça-feira o IBGE liberou sua listinha dos dez mais e mostrou que a expectativa de vida do brasilileiro aumentou, foi para 72,86 anos para os homens e 76,71 anos para as mulheres. O que isso demonstra?
  • O tempo para receber a aposentadoria será adiado.
  • Quem disse que antes qualidade à quantidade? Não aqui no Brasil.
  • Que há um porção de HP's sendo massacradas no INSS, estão fazendo as contas para saberem como irão segurar a bomba.
  • Que a partida de bocha vai muito bem, obrigada.
  • Que a cacheta vai muito bem também.
  • Sim, mãe. Você ganhou mais uns anos. (ufa!)

 E por último,

 
  • Mulher, se você está esperando o traste do seu marido morrer pra você usufruir a aposentadoria, não vale a pena, são apenas uns aninhos. Nada que valha a pena aguentá-lo arrastando as alparcas pela casa.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Com gotinhas de chocolate ou uvas cristalizadas?

Se eu tivesse ouvido mamãe e feito aquele curso de panificação no Industrial, hoje eu estaria ganhando uma grana, mesmo fora da época do Natal, isso porque tem governador aí com o coração maior que o peito, de tanto que gosta de fazer caridade.


O duro é que pra sair do meio da lama com uvas cristalizadas, ele nem poderá pedir ajuda para os universitários, porque esses também mostraram que estão aprendendo o be-a-bá direitinho e também querem seu próprio dinheiro pra comprar panetones.

Bom, o jeito será o dito governador colocar um pezinho de arruda atrás da orelha... pensando bem, arruda não, porque arruda já não está fazendo milagre, o melhor será uma espada de São Jorge, que é pro santo guerreito dar um jeito no dragão de impeachment que a OAB quer alimentar.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

E nas quinas burocráticas....

Como assim ninguém sabe por quê teve o apagão? Isso é...




...Oi?... Alguém? ...Será que salvou minha postagem? Nossa..alguém pega uma vela, por favor?Aiii droga! Bati o pé...







...

Mi maior.

Tirou lentamente o violão da capa, metodicamente, sem pressa. Abriu o zíper como quem despe uma virgem. Colocou o instrumento sobre o colo, abaixou a cabeça levemente inclinada e começou a afiná-lo.

Sentada em um monte de almofadas ela o olhava enquanto ele ritualmente afinava o violão. Reparou em seu jeans surrado. Ao lado dele uma pequena fonte escorria água sem sossego. Seus olhares se encontram. Pronto, o violão estava afinado.

Ele começou a tocar enquanto ela fazia o que mais gostava: admirá-lo. Dedilhou alguns sambas, tocou algumas bossas, e depois… sem que soubesse o porquê, ele tocou um rock antigo, segurava firmemente o braço do violão enquanto com o próprio braço o abraçava pelo meio, na altura das cordas, não com o ombro apoiado no instrumento, mas com o ombro atrás dele, e essa cena a inflamou.

A água borbulhava na fonte.

A cada batida que ele dava no violão era como um toque em seu corpo.  A velocidade impressa por ele na música imprimia em seus sentidos, o desejo.

Levantou-se de onde estava e foi até ele, começou a afagar-lhe os cabelos, passar os dedos em sua nuca, parou com as mãos no ombro por alguns instantes, abaixou-se um pouco e deslizou as mãos pelas costas. O sentiu arrepiar.

Não parou a música, que era a maneira dele retribuir os carinhos. No entanto, a música parecia cada vez mais frenética, e já não sabia se o que ele tinha no colo era o corpo do violão ou o seu próprio.

Os corpos tremiam, as cordas vibravam e o som assonante ecoava pela casa.

Deu  a última nota.